quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Multiplicar amor





Que nossas mãos possam ser portadoras de paz..
De afagos..
De carinho...
Que escorra delas os mais límpidos sentimentos..
de bálsamos..
de alívio..
de força..
de luz...
Que possam ser espraiados na terra árida..
fazendo germinar o amor entre as pessoas..
Multiplicando cada melhor essência de nós..
Fazendo-nos fortes ao meio à tempestade..
Deixando-nos ver o sol que nasce..
Que rompe a noite..
Que se faz dia..
Que se faz belo..
Que se faz vida!
Que se chama amor...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Dar à luz uma criança com deficiência

Artigo interessantíssimo de uma escritora chamada Emily Perl Knisley.
Ela tem um filho que precisa de cuidados especiais, e as pessoas perguntavam-lhe como era a experiência de dar à luz uma criança com deficiência. Então ela fez uma bela comparação para nos ajudar a entendê-la, e imaginar como vivenciá-la.

Seria como...
Frequentemente sou solicitada a descrever a experiência de dar à luz uma criança com
deficiência – uma tentativa de ajudar pessoas que não têm com quem compartilhar essa
experiência única, a entendê-la e imaginar como é vivenciá-la.
Seria como...
Ter um bebé é como planear uma fabulosa viagem de férias – para a Itália!
Você compra montes de guias, faz planos maravilhosos. O Coliseu. O David de Miguel Ângelo.
As gôndolas de Veneza. Você pode aprender algumas frases simples em italiano.
É tudo muito excitante.
Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia. Você arruma as suas malas e embarca.
Algumas horas depois você aterra.
O comissário de bordo chega e diz: -
"Bem vindo à HOLANDA !"
"HOLANDA!?! " diz você – "O que quer dizer com Holanda?? Eu escolhi a Itália!
Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália".
Mas houve uma mudança no plano de voo.
Eles aterraram na Holanda e é lá que você deve ficar.
A coisa mais importante é que eles não o levaram a um lugar horrível, desagradável,
cheio de pestilência, fome e doença. É apenas um lugar diferente. Logo, você deve sair e comprar novos guias.
Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.
É apenas um lugar diferente.
É mais baixo e menos ensolarado que a Itália.
Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor... e começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento,
tulipas e até Rembrandts e Van Goghs.
Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália... e estão sempre a
comentar o tempo maravilhoso que passaram lá.
E por toda a sua vida você dirá: "Sim, lá era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu tinha planeado."
E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora... porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.
Porém... se você passar a sua vida toda remoendo o facto de não ter chegado à Itália,
nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais... sobre a Holanda.
(Emily Perl Knisley, 1987)